Para conseguir um atendimento conosco, é fácil!
É só ligar na Unesp de Assis, o número é (018) 3302-5905. Peça uma hora, deixe seus dados, e aguarde o retorno do CPPA. Depois, é só aparecer no dia marcado, demora em torno de 1 (uma) semana.
É rápido e simples, aberto a todos e qualquer um!
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Olá a todos! Como muitos de nós,
o blog estava de férias, mas volta com o retorno dos atendimentos, e esperamos
que aqui possam encontrar notícias sobre o que tem acontecido no mundo da
adoção, bem como dicas, e hoje mesmo deixarei o link de um vídeo pra baixar, e
uma dica de atenção às famílias que fazem parte dessa vida, desse processo que
é criar um filho que é posto a prova a todo momento, seja por eles mesmo, pelos
pais, pela família externa, ou pela mídia, que é o caso de hoje.
Quem aqui acompanha novelas,
inclusive vocês que, assim como eu, trabalham dia a dia na criação de Laços de
Amor, vocês criando, adotando, lutando, e nós aqui ouvindo, atendendo, lutando.
Não é fácil se envolver. E quando
já é difícil passar por cima de olhares alheios, laços sanguíneos, estresse
infantil, escolar, pode ficar quase impossível se os nossos jornais, revistas
ou novelas levarem para o lado oposto do que tentamos trabalhar. Se passamos
semanas abrindo os olhos de vocês, pais, para seu filho, que é único como o seria
qualquer um, e dos filhos, que sentem medo de perder outra família, vem uma
cena, e aqui vou colocar em discussão a nova novela das 18h da Rede Globo,
aquela Flor do Caribe, e tão inocente pode acabar com tanto esforço! Eles nem
tem idéia.
Temos que ter em mente que o
autor da trama tem suas próprias opiniões, que nem sempre refletem a realidade,
por não estarem acostumados a ela, ou por deixarem o drama tomar conta dos
diálogos. Por um ou por outro, ou outros ainda, é que mostro a vocês que não é
bem assim.
A cena a qual me refiro foi ao ar
na Sexta-feira, 19 de Abril, e mostra uma moça comentando casualmente sobre um
fato. O fato é que o personagem Alberto cria o filho de outro homem, o ex de
sua atual mulher, que estava fora do país, por motivos que não vem ao caso.
Quando o tal do genitor volta à cidade, retoma o contato com o filho. Essa moça
chega, depois, e fala por acaso como o pequeno é parecido com o moço que
voltou, como é incrível, mesmo vivendo tantos anos separados, sem nunca terem
se conhecido, que a genética não engana. A criança repete comportamentos,
gestos, falas... segundo ela, o sangue fala mais alto.
Espera aí! Não é bem assim!
Talvez um gesto, sim, mas os comportamentos agressivos tem mais a ver com a resposta
do meio do que com alguma falha ilegítima escondida por trás da criação.
Queremos que tenham em mente que isso ainda é refutado em inúmeras pesquisas, e
que, se o gene não ajuda, a educação, o exemplo, o amor fazem milagres. A falta
deles ocasionaria falta de caráter? Não sei, mas o ódio, a repulsa, a falta de
acolhimento, o não pertencimento fazem pior que qualquer genitor mal
intencionado. Esses, sim, ativam nossa
rebeldia, como pais “de sangue” tem filhos corruptos, e também não sabem explicar.
Eles não tem outros pais a quem culpar. O filho é a Ovelha Negra, apenas.
Agora, digam, quem pode trabalhar nisso melhor que nós mesmos? Quem pode
mostrar aos filhos que não importa os genitores, o passado, o nascimento, mas o
que eles vão fazer com isso? O segredo é uma faca de dois gumes; a compreensão,
a paciência, nosso amor, não.
Link da novela, final da parte 2:
http://www.g1novelas.net/2013/04/flor-do-caribe-sexta-feira-19-04-2013-capitulo-35.html
6’:10’’ até o fim, diálogo entre o vilão Alberto e sua assistente.
Isso sem contar essa nova novela das 19h, Sangue Bom... Aguardem notícias!
Voltaremos em breve com novidades, fiquem atentos e Sigam nosso feed de notícias, só precisa de uma conta do Google, quem tiver Blog pode se inscrever.
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Nos vemos Amadxs!
quinta-feira, 14 de março de 2013
Carta aberta sobre o FECHAMENTO do NEPS
O
NEPS (Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre as Sexualidades – CNPJ
04.126.402/0001-98), localizado à Rua Orozimbo Leão de Carvalho, 383,
Assis/SP, vem a público oficializar o encerramento de suas atividades.
Infelizmente, os atuais membros não podem mais assumir as
responsabilidades de mobilização social e não há mais pessoas
interessadas para quem possamos transferir as obrigações do
voluntariado.
Nesse sentido, só nos resta lamentar pelo
ocorrido. Porém, não é só de tristeza que fechamos esse ciclo, mas
também de reconhecimento e alegria pelo tempo vivido. Foram 12 anos de
muitas atividades, intensas e produtivas parcerias com Secretarias
Municipais de Saúde, de Educação, do Trabalho, da Justiça, Universidades
e outras ONGs (Organizações Não Governamentais). Temos orgulho dessa
história construída com perseverança, comprometimento e dedicação.
Aprendemos muito com o voluntariado, com a solidariedade premente em
nossas mentes e corações.
A luta pelos Direitos Humanos de
todas as pessoas dissidentes das normativas sociais é um trabalho
intenso e vagaroso. Nossa luta contra o poder do sistema que nos inflige
modos homogêneos de ser e estar no mundo é retaliante e exaustiva.
Porém, saber que produzimos momentos e experiências nas quais muitas
pessoas aprenderam a se valorizar, a buscar para si mesmas oportunidades
e realizar escolhas que as inserissem socialmente, evitando sua
exclusão e vitimização, compensou toda a dor e agravos que enfrentamos.
Compreendemos que atualmente a mobilização social das pessoas que vivem
à margem dos arbitrários padrões sociais de sexualidade, de gênero, de
beleza, de corporalidade, de saúde, de educação, dentre outros, não
parece mais ocorrer a partir da reunião entre iguais para a afirmação de
suas diferenças.
Em 12 anos, o NEPS não foi a única ONG que
encerrou suas atividades. Muitas outras seguiram o mesmo caminho. Desde
que a AIDS passou a ser uma doença “controlada” (o que nos alegra
muito), findou-se também o estímulo político-sócio-cultural de
mobilização para os cuidados de si. De algum modo, o movimento social
caminhou para grandes “congregações” visíveis nas inúmeras Conferências
Nacionais ocorridas em Brasília, o que acabou por transformar o
agrupamento das minorias em espetáculos corporativos. O movimento social
organizado acreditou que realizando propostas de políticas públicas
dirigidas aos segmentos específicos que defendiam, consegueriam (sem
saber como), que estas propostas fossem um dia concretizadas em Projetos
de Lei, Medidas Provisórias, enfim, realidades. Nada disso ocorreu. Ao
contrário, no Brasil, no que diz respeito às ONGs de defesa de pessoas
vivendo com HIV-Aids, de pessoas LGBT, de mulheres, para citar algumas,
ocorreu uma verdadeira desmobilização, um dispersamento, um
enfraquecimento. O saldo social foi negativo, na medida em que, não foi
possível reverter o paradigma de construção da cidadania. As pessoas
entenderam que "cuidar de si” é o mesmo que ser egoista, não pensar no
outro. A solidariedade sucumbiu ao narcisismo da pós-modernidade que
valoriza o EU como substrato essencialista e natural da condição social,
da cultura, da economia. O EU é, hoje, uma mercadoria, um bem de
consumo, um produto rentável.
Diante disso, não nos resta outra
saída senão fecharmos nossas portas e agradecermos a todas e todos que
junto a nós acreditaram que seria possível transformarmos nossos “Eus”
em “Nós”, que seria possível construirmos uma vida coletiva, de trocas,
de garantia de direitos sociais igualitários. Sinceramente, acreditamos
que em alguns muitos momentos conseguimos fazer isso e levaremos conosco
a lembrança destes dias, pois só estas experiências alegres poderão nos
dar força para continuar.
A vocês, nosso muito obrigado.
NEPS - Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre as Sexualidades.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
ACESSO LIBERADO!
Não
seja um soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da
repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a
dos outros.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
II JORNADA DE ADOÇÃO!!!!!!!!! DIA 08 DE NOVEMBRO DE 2011 NA UNESP-ASSIS
O Cine-Debates sobre Adoção realizado hoje (20 de setembro de
2011) foi muito enriquecedor para todos que participaram. Por isso, convidamos a todos a participarem de mais um evento de grande importância, para melhor compreendermos esse mundo da adoção. Esperamos todos vocês!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (GAASP)
CANÇÃO DO EXÍLIO DA INFÂNCIA
Minha terra tem crianças
com histórias pra contar.
As crianças daqui se dividem
Entre os de cá e os de lá...
Nossas ruas têm mais meninos
carentes e maltratados.
Mas onde encontrar
o céu estrelado
da canção do passado?
Nuvens de fumaça embaçam
o anil do Brasil,
nas esquinas, nas praças,
o exílio de um olhar infantil...
Falta a luz do olhar materno
a brilhar na infância terna
pois criança na minha terra
é menor abandonado,
em vez do brinquedo sonhado
tem o canivete empinado
cortando a história do era uma vez,
borrando de vermelho o verde-amarelo,
o azul estrelado do lar paterno...
Os meninos da rua de cá
têm como prazeres e primores
a fome, o abandono e as dores,
enrolada em cobertores,
a substituir as flores e os amores!
E, assim, o Brasil dos sem teto
conta a história da criança sem vez,
descolorindo a bandeira da infância,
a casa da dinda, o era uma vez...
E do Brasil dos de lá
que história tem prá contar?
No lar dos privilegiados
tem muito cimento armado,
tem até espaço reservado
pra criança brincar
de correr a infância,
pra criança cansar
a esperança do Ser criança...
Neste espaço gradeado
tem jardim suspenso decorado
com plantas, flores cercadas
e placa plantada pintada
ostentando o comunicado:
'É proibido pisar!'
Tem brinquedo montado
pra criança rodar...
E, assim, rodando
a rotina da criança
na retina, na lembrança,
o tempo passa acelerado
sem dar tempo pra criança
construir a sua infância...
Mas será que a minha terra
ainda tem criança
vivendo a liberdade da infância?
Mas onde encontrar
a bonequinha de pano,
o cavalinho de pau
a galopar na imaginação
da criança criativa no quintal?
Estão bem amarrados
no fio do era uma vez,
contando a história
de um tempo que fez
da inventividade da criança
o motor natural
na construção da infância.
E os brinquedos sonhados
do Brasil dos de lá
ainda dão prazeres e amores
à infância televisionada
dos baixinhos consumidores?
O progresso chegou,
um novo tempo inaugurou...
Agora, é a infância da imagem,
não mais da imaginação,
é só ligar o fio da televisão
cortando o fio da invenção.
E...plim...plim...
A criança sentada
assiste parada
ao espetáculo de sua anulação.
Pois criança na minha terra
ao invés da liberdade no coração
é marcada com um X, sem opção,
repete empre a mesma canção,
repete getos, marcações,
consome, não constrói nada,
é driblada, manipulada,
por aqueles que investem na infância
sem pensar no Ser criança.
Do livro 'Paisagens da Infância', Fátima Miguez, Editora Zeus, Rio de Janeiro/2003, págs 6,7 e 8.
com histórias pra contar.
As crianças daqui se dividem
Entre os de cá e os de lá...
Nossas ruas têm mais meninos
carentes e maltratados.
Mas onde encontrar
o céu estrelado
da canção do passado?
Nuvens de fumaça embaçam
o anil do Brasil,
nas esquinas, nas praças,
o exílio de um olhar infantil...
Falta a luz do olhar materno
a brilhar na infância terna
pois criança na minha terra
é menor abandonado,
em vez do brinquedo sonhado
tem o canivete empinado
cortando a história do era uma vez,
borrando de vermelho o verde-amarelo,
o azul estrelado do lar paterno...
Os meninos da rua de cá
têm como prazeres e primores
a fome, o abandono e as dores,
enrolada em cobertores,
a substituir as flores e os amores!
E, assim, o Brasil dos sem teto
conta a história da criança sem vez,
descolorindo a bandeira da infância,
a casa da dinda, o era uma vez...
E do Brasil dos de lá
que história tem prá contar?
No lar dos privilegiados
tem muito cimento armado,
tem até espaço reservado
pra criança brincar
de correr a infância,
pra criança cansar
a esperança do Ser criança...
Neste espaço gradeado
tem jardim suspenso decorado
com plantas, flores cercadas
e placa plantada pintada
ostentando o comunicado:
'É proibido pisar!'
Tem brinquedo montado
pra criança rodar...
E, assim, rodando
a rotina da criança
na retina, na lembrança,
o tempo passa acelerado
sem dar tempo pra criança
construir a sua infância...
Mas será que a minha terra
ainda tem criança
vivendo a liberdade da infância?
Mas onde encontrar
a bonequinha de pano,
o cavalinho de pau
a galopar na imaginação
da criança criativa no quintal?
Estão bem amarrados
no fio do era uma vez,
contando a história
de um tempo que fez
da inventividade da criança
o motor natural
na construção da infância.
E os brinquedos sonhados
do Brasil dos de lá
ainda dão prazeres e amores
à infância televisionada
dos baixinhos consumidores?
O progresso chegou,
um novo tempo inaugurou...
Agora, é a infância da imagem,
não mais da imaginação,
é só ligar o fio da televisão
cortando o fio da invenção.
E...plim...plim...
A criança sentada
assiste parada
ao espetáculo de sua anulação.
Pois criança na minha terra
ao invés da liberdade no coração
é marcada com um X, sem opção,
repete empre a mesma canção,
repete getos, marcações,
consome, não constrói nada,
é driblada, manipulada,
por aqueles que investem na infância
sem pensar no Ser criança.
Do livro 'Paisagens da Infância', Fátima Miguez, Editora Zeus, Rio de Janeiro/2003, págs 6,7 e 8.
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (GAASP)
DUAS MÃES PARA UMA VIDA
Era uma vez duas mulheres que nunca se encontraram.
De uma não te lembras; a outra é aquela que tu chamas Mãe.
Duas vidas diferentes na procura de realizar uma só: a tua.
Uma foi a tua boa estrela, a outra o teu sol.
A primeira te deu a vida, a outra te ensinou a viver.
A primeira criou em ti a necessidade do Amor, a segunda te deu esse Amor.
Uma te deu as raízes, a outra te ofereceu teu nome.
A primeira te transmitiu teus dons, a segunda te deu uma razão para viver.
Uma fez nascer em ti a emoção, a outra acalmou tuas angústias.
A primeira recebeu teu primeiro sorriso, a outra secou as tuas lágrimas.
Uma te ofereceu em adoção, era tudo o que ela podia fazer por ti.
A outra rezou para ter uma criança e Deus a encaminhou em tua direção.
E agora, quando chorando, tu me colocas a eterna questão:
herança natural ou educação?
de quem eu sou fruto?
Nem de um nem de outro, minha criança... Simplesmente, de duas formas diferentes de Amor.
Autor Desconhecido
De uma não te lembras; a outra é aquela que tu chamas Mãe.
Duas vidas diferentes na procura de realizar uma só: a tua.
Uma foi a tua boa estrela, a outra o teu sol.
A primeira te deu a vida, a outra te ensinou a viver.
A primeira criou em ti a necessidade do Amor, a segunda te deu esse Amor.
Uma te deu as raízes, a outra te ofereceu teu nome.
A primeira te transmitiu teus dons, a segunda te deu uma razão para viver.
Uma fez nascer em ti a emoção, a outra acalmou tuas angústias.
A primeira recebeu teu primeiro sorriso, a outra secou as tuas lágrimas.
Uma te ofereceu em adoção, era tudo o que ela podia fazer por ti.
A outra rezou para ter uma criança e Deus a encaminhou em tua direção.
E agora, quando chorando, tu me colocas a eterna questão:
herança natural ou educação?
de quem eu sou fruto?
Nem de um nem de outro, minha criança... Simplesmente, de duas formas diferentes de Amor.
Autor Desconhecido
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (GAASP)
OLHA FILHA...
Olha filha,
Eu sei que não foi em mim
Que plantaram tuas raízes, eu sei...
Eu sei que não foi em mim
Que plantaram tuas raízes, eu sei...
Eu não acredito em cegonhas,
Mas também não acredito em acasos,
Porque eu te quis e te esperei...
Mas também não acredito em acasos,
Porque eu te quis e te esperei...
Eu acredito é em encontros.
Eu acredito é num fugaz momento,
Quando nossos olhos se encontraram,
E você renasceu.
Eu acredito é num fugaz momento,
Quando nossos olhos se encontraram,
E você renasceu.
E se não fui o solo onde germinastes,
Sou o chão onde crescerás.
Sou o chão onde crescerás.
E um dia filha, quando partires...
Alçares vôo pela tua estrada...
Talvez então tu tenhas certeza,
Desse lugar onde, nas tempestades,
Tu poderás sempre pousar,
Abastecer e tornar a voar.
Alçares vôo pela tua estrada...
Talvez então tu tenhas certeza,
Desse lugar onde, nas tempestades,
Tu poderás sempre pousar,
Abastecer e tornar a voar.
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (GAASP)
O DIREITO DAS CRIANÇAS
Toda criança do mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.
Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar,
Ter saúde e não ter fome,
Ter segurança e estudar.
Não é questão de querer,
Nem questão de concordar.
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.
Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.
Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...
Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.
Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.
Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!
Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!
Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.
Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...
Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cachorro-quente.
Festejar o Aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.
Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...
Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.
Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.
Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.
Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.
E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.
Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!
E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.
Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar...
Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.
Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar,
Ter saúde e não ter fome,
Ter segurança e estudar.
Não é questão de querer,
Nem questão de concordar.
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.
Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.
Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...
Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.
Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.
Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!
Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!
Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.
Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...
Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cachorro-quente.
Festejar o Aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.
Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...
Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.
Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.
Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.
Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.
E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.
Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!
E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.
Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar...
Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!
Ruth Rocha
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (GAASP)
Por traz de paredes belas,
Por entre grades e pequenas vielas
Vemos rostos...
Faces singelas.
Por entre grades e pequenas vielas
Vemos rostos...
Faces singelas.
Esperando o amanhã ao lado de uma família bela
Em meio a muitas crianças, sempre haverá aquela
Que faz a diferença, independente de
raça, classe ou crença!
Em meio a muitas crianças, sempre haverá aquela
Que faz a diferença, independente de
raça, classe ou crença!
Correndo atraz do tempo perdido
Pagando por um pecado que não cometem,
Tentando achar no tempo
Apenas o que por direito e seu.
Pagando por um pecado que não cometem,
Tentando achar no tempo
Apenas o que por direito e seu.
Que a pátria mãe gentil,
Olhe por esta pequena gente, que perdidas pelas
Ruas ou em abrigos buscam apenas um lar,
Uma vida digna e descente.
Olhe por esta pequena gente, que perdidas pelas
Ruas ou em abrigos buscam apenas um lar,
Uma vida digna e descente.
Que as mães deste Brasil
Tenham amor a estas crianças
Pois apesar de sofrerem tanto, em seus
corações ainda existe esperança.
Tenham amor a estas crianças
Pois apesar de sofrerem tanto, em seus
corações ainda existe esperança.
A adoção não um simples ato de caridade
Exercer, e sim o destino de muitas
Vidas que só dependem de você.
Exercer, e sim o destino de muitas
Vidas que só dependem de você.
Jennifer da Silva
Outubro/2006
Outubro/2006
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Ciclo de Cine Debates sobre Adoção
O projeto
Laços de Amor: adoção, gênero, cidadania e direitos
convida a todas e todos para a mostra de filmes temáticos sobre infância, família, adoção, e outros tantos temas que dizem respeito à sociedade e dignidade humana. Venha participar.
É gratuito!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (GAASP)
O dicionário nos ensina que "apoiar" significa amparar, prestar auxílio mútuo, fundamentar-se, defender, sustentar-se e ,O GAASP existe justamente para isso.
Participar de um Grupo de Apoio à Adoção significa ter acompanhamento por todo esse difícil percurso que é preciso percorrer ao desejarmos adotar um filho.
Ter apoio, poder trocar idéias, ter informações é fundamental antes da adoção propriamente dita, quando estamos amadurecendo a idéia, ainda cheios de dúvidas, incertezas e medos.
Durante o processo, conseguir controlar a ansiedade da espera, é tarefa que fica facilitada se temos parceiros com quem compartilhar, pessoas que já passaram pelas mesmas angústias e aflições e que encontraram suas soluções e encaminhamentos para as mesmas.
Adotar com tranqüilidade inclui um processo de amadurecimento para que estejamos preparados para a chegada de nosso filho.
Após sua chegada, as dúvidas serão outras, questões concretas se farão presentes e demandarão entendimento e solução. Nesta ocasião, mais uma vez o GAASP estará com você, e contará com você que já tendo percorrido uma parte do caminho terá muito para oferecer a quem começa a trilhá-lo. Você também poderá ajudar com suas experiências, alegrias, dificuldades, soluções que encontrou!
É assim que o GAASP funciona:,por meio da ajuda, apoio e informação mútuos, fazendo amigos e fazendo da adoção uma forma de constituir uma família livre de preconceitos e mitos que só fazem prejudicar a quem adota e a quem é adotado.
Além dos pretendentes à adoção, também abrimos espaço para quem de algum modo se interessa pelos temas referentes à família e à convivência familiar. Criar filhos adotivos ou biológicos envolve questões que acontecem na vida de qualquer família e por esta razão estamos abertos à recepção de TODAS as famílias.
Esperamos nas nossas reuniões, também pelo seu filho, seja adotivo ou não, para que possa participar de nossas brincadeiras e conviver com as demais crianças que acompanham seus pais em nossas reuniões. Afinal todo o filho precisa ser participado e participar da chegada de um irmão ou irmã!
Esperamos poder, por meio de nosso trabalho, contribuir para que um dia as crianças institucionalizadas não permaneçam longe do calor de uma família por muito tempo e que TODAS tenham respeitado e atendido, o seu direito de viver em uma família.
Reuniões
Reunimos-nos uma vez por mês, no primeiro domingo ou caso seja perto de feriado ou feriado é automaticamente transferido para o próximo, onde a primeira hora é utilizada para a recepção daqueles pais ou pretendentes que estão comparecendo às reuniões pela primeira vez para um atendimento mais personalizado onde preenchem nossa ficha de cadastro, tiram suas dúvidas e recebem uma carta explicativa sobre o GAASP. Nas duas horas subseqüentes é realizada a reunião onde um tema é elaborado e debatido entre os participantes. A seguir realizamos uma confraternização onde os participantes aproveitam para tirarem dúvidas ou trocarem experiências.
Juntem-se a nós e sejam muito bem vindos!!!
Certificados
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
A silenciosa adoção à brasileira
Publicada em 10/06/2011 às 16h53m
Paulo A.S. Mourão* e Paulo C. C. Campos**
A adoção traduz um rito de passagem. Da decisão de separação do menor, de sua família biológica, à inserção na família adotiva, o tempo precisa ser gerenciado com prudência. O retardo traz consequências negativas sobre o futuro desenvolvimento do menor. Maiores serão os impactos dos maus tratos e do abandono, e também as dificuldades adaptativas ao futuro lar.
No passado, e ainda hoje, ocorrem adoções paralelas ao sistema legal, muitas delas envolvendo espúrias trocas financeiras. São as chamadas adoções à brasileira.
A Organização Mundial de Saúde estima que há 8 milhões de crianças abandonadas no Brasil, porém, apenas 10 mil disponíveis para adoção legal. Paralelamente, dados recentes divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) registram 86.696 menores infratores.
A Inglaterra possuía cerca de 20 mil adoções por ano na década de 70. Esse número caiu drasticamente para 2.500 adoções nos anos recentes. Tal redução é atribuída principalmente à política de prevenção e interrupção das gravidezes indesejáveis e ao menor preconceito em relação às famílias monoparentais. Essas informações são discutidas no site do serviço social inglês e mostram a inserção das adoções nas políticas sociais publicas.
No Rio Grande do Sul, o único estado que disponibiliza dados pelo site de seu Tribunal de Justiça, há registro de aproximadamente 700 adoções anuais. Considerando a relação proporcional com as respectivas populações, o Rio Grande do Sul possui um número de adoções semelhante ao da Inglaterra no período pós-legalização do aborto. Contudo com uma diferença fundamental: lá, as adoções são cada vez mais precoces e as daqui mais tardias. Em 1999, 39% das adoções na Inglaterra eram de crianças com até 4 anos. Dez anos depois, esse número aumentou para 60%. No caminho inverso, em 2003, 69% das adoções no Rio Grande do Sul eram de crianças com até 4 anos; em 2009 esse número caiu para 51%.
Paradoxal é a análise dos dados quando comparamos a demanda de pretendentes com as faixas etárias dos menores disponíveis para adoção no Brasil. O TJ-RS aponta que há 770 menores disponíveis para adoção e 5.299 pretendentes. Porém, 62% dos menores têm mais do que 10 anos e um número muito reduzido de pretendentes cogita adotar crianças dessa faixa etária (menos que 0,5%). Números muito parecidos aparecem no Cadastro Nacional de Adoção. Existem 4.743 menores aptos para adoção, 62% deles
com mais do que 9 anos de idade. Dos 28.346 candidatos a adotantes, menos que 0,5% aceitam menores nessa faixa etária. Os números não se adotam, as crianças envelheceram nos abrigos.
A simples análise quantitativa é suficiente para se deduzir que temos poucas adoções no Brasil e que os menores são colocados tardiamente para a adoção legal. Os Estados Unidos registram cerca de 120 mil adoções ao ano. Apenas o estado do Texas, com o dobro da população do Rio Grande do Sul, possui 10 vezes mais adoções (7 mil por ano). Um número próximo das adoções que se estima ocorrerem para todo o território nacional. O estado do Alasca tem aproximadamente o mesmo número de adoções do Rio Grande do Sul, apesar de a população ser 15 vezes menor.
Os dados do Cadastro Nacional de Adoção mostram que, entre os 10 estados mais populosos do Brasil, o número de menores disponibilizados para adoção por milhão de habitantes, se distribui da seguinte forma: Maranhão: 1,1; Bahia: 4,5; Pará: 6,6; Ceará: 14,3; Rio: 14,4; Minas Gerais: 20,1; Pernambuco: 24,5; São Paulo: 34,6; Paraná: 47,8; Rio Grande do Sul: 75,4. As regiões mais ricas possuem um maior número de menores disponibilizados para adoção em proporção às suas populações.
Basta conversar com pessoas que interagem com o sistema de adoção brasileiro para encontrar relatos estarrecedores, à semelhança da nossa própria experiência. O processo de separação do menor da sua família biológica se estendeu por dois anos, com sucessivos estudos sociais e adiamento da decisão. Finalmente o menor fugiu de casa, criando uma situação de fato, que levou a sua colocação num abrigo. Nós o conhecemos e recebemos sua guarda, em 2007, na cidade de Coronel Fabriciano, MG, com a idade de 11 anos.
O processo atualmente está em análise pelo TJ-MG, depois de inusitada decisão da juíza daquela comarca: deferiu a adoção, mas manteve os vínculos com a mãe biológica. Instaurou uma nova interpretação da lei, legitimando a adoção parcial. Não sabemos quando o processo irá se concluir, mas, em dois anos o menor completa 18 anos e se emancipa de sua família biológica. Terá sido mais rápido do que o sistema judicial e trilhará os caminhos da sua própria adoção.
Uma das facetas dissimuladas do preconceito é o entrave às adoções por gays, lésbicas e famílias homoafetivas. Seu índice foi sentido pela reação de setores conservadores perante a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ao reconhecer os direitos civis das relações homoafetivas. Os dados do TJ-RS mostram que os homens solteiros constituem o grupo social mais efetivo das adoções: 0,26% dos pretendentes a adoção e 3,78% dos que efetivamente adotam. Provavelmente porque aceitam as adoções tardias. Entretanto, para o conservador é melhor deixar o menor abandonado a lhe assegurar uma família homoafetiva. Cruel condenação fundamentada no preconceito.
Essas observações ajudam-nos a analisar os porquês das reduzidas adoções no Brasil. A verdadeira face da adoção à brasileira é aquela que tem a tez legal: lenta, cega para as novas formações familiares, constrangedora para os adotantes e extremamente tardia para os adotados.
*Médico, professor titular da UFRJ, pesquisador do CNPq e membro da Academia Brasileira de Ciências; **médico do Hospital Federal da Lagoa (Rio)
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2011/06/10/a-silenciosa-adocao-brasileira-924659592.asp#ixzz1Oyx2Z0Hb © 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Quinta-feira, Junho 30, 2011
CONTARDO CALLIGARIS - Passeatas diferentes
Passeatas diferentes
CONTARDO CALLIGARIS
FOLHA DE SÃO PAULO -30/06/11
Por que alguém desfila para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?
DOMINGO PASSADO, em São Paulo, foi o dia da Parada Gay.
Alguns criticam o caráter carnavalesco e caricatural do evento. Alexandre Vidal Porto, em artigo na Folha do próprio domingo, escreveu que, na luta pela aceitação pública, "é mais estratégico exibir a semelhança" do que as diferenças, pois a conduta e a aparência "ultrajantes" podem ter "efeito negativo" sobre o processo político que leva à igualdade dos homossexuais. Conclusão: "O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que têm direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão".
Entendo e discordo. Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes. Se você precisa parecer "comum" para que seus direitos sejam respeitados, é que você está sendo discriminado: você não será estigmatizado, mas só à condição que você camufle sua diferença.
Importa, portanto, proteger os direitos dos que não são e não topam ser "comuns", aqueles cujos comportamentos "caricaturais" testam os limites da aceitação social.
Nos últimos anos, mundo afora, as Paradas Gays ganharam a adesão de milhões de heterossexuais porque elas são o protótipo da manifestação libertária: pessoas desfilando por sua própria liberdade, sem concessões estratégicas. É essa visão que atrai, suponho, as famílias que adotam a Parada Gay como programa de domingo. A "complicação" de ter que explicar às crianças a razão de homens se esfregarem meio pelados ou de mulheres se beijarem na boca é largamente compensada pela lição cívica: com o direito deles à diferença, o que está sendo reafirmado é o direito à diferença de cada um de nós.
O mesmo vale para a Marcha para Jesus, que foi na última quinta (23), também em São Paulo. Para muitos que desfilaram, imagino que a passeata por Jesus tenha sido um momento de afirmação positiva de seus valores e de seu estilo de vida -ou seja, um desfile para dizer a vontade de amar e seguir Cristo, inclusive de maneira caricatural, se assim alguém quiser.
Ora, segundo alguns líderes evangélicos, os manifestantes de quinta-feira não saíram à rua para celebrar sua própria liberdade, mas para criticar as recentes decisões pelas quais o STF reconheceu a união estável de casais homossexuais e autorizou as marchas pela liberação da maconha. Ou seja, segundo os líderes, a marcha não foi por Jesus, mas contra homossexuais e libertários.
Pois é, existem três categorias de manifestações: 1) as mais generosas, que pedem liberdade para todos e sobretudo para os que, mesmo distantes e diferentes de nós, estão sendo oprimidos; 2) aquelas em que as pessoas pedem liberdade para si mesmas; 3) aquelas em que as pessoas pedem repressão para os outros.
O que faz que alguém desfile pelas ruas para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?
O entendimento trivial desse comportamento é o seguinte: em regra, para combater um desejo meu e para não admitir que ele é meu, eu passo a reprimi-lo nos outros.
Seria simplório concluir que os que pedem repressão da homossexualidade sejam todos homossexuais enrustidos. A regra indica sobretudo a existência desta dinâmica geral: quanto menos eu me autorizo a desejar, tanto mais fico a fim de reprimir o desejo dos outros. Explico.
Digamos que eu seja namorado, corintiano, filho, pai, paulista, marxista e cristão; cada uma dessas identidades pode enriquecer minha vida, abrindo portas e janelas novas para o mundo, permitindo e autorizando sonhos e atos impensáveis sem ela. Mas é igualmente possível, embora menos alegre, abraçar qualquer identidade não pelo que ela permite, mas por tudo o que ela impede.
Exemplo: sou marido para melhor amar a mulher que escolhi ou sou marido para me impedir de olhar para outras? Não é apenas uma opção retórica: quem vai pelo segundo caminho se define e se realiza na repressão -de seu próprio desejo e, por consequência, do desejo dos outros. Para se forçar a ser monogâmico, ele pedirá apedrejamento para os adúlteros: reprimirá os outros, para ele mesmo se reprimir. No contexto social certo, ele será soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a nossa.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Vinte coisas que Filhos Adotados gostariam que seus Pais Adotivos soubessem.
Para conscientizar os pais adotivos sobre as necessidades especiais dos adotados, a autora aponta vinte complexas questões emocionais e lhes ensina a libertar os filhos de sentimentos de medo, abandono, raiva e vergonha. Em linguagem simples e direta, Eldridge analisa aspectos fundamentais da adoção com surpreendente franqueza e honestidade, trazendo preciosas orientações - Por que o adotado tem necessidades especiais; Quais são as necessidades especiais do adotado; O que é a adoção aos olhos da criança; O trauma que precede qualquer adoção; A importância de lamentar a perda dos pais biológicos; Como, quando e por quê falar sobre a família biológica do adotado; Os medos ocultos do adotado - ser abandonado de novo, ser uma pessoa muito difícil de lidar, deixar o pesar vir à tona como raiva dos pais adotivos; e muito mais.
GAAs PAULISTAS RENOVANDO A MILITÃNCIA ADOTIVA
BOLETIM III
Caros amigos da adoção.
BOLETIM III
Caros amigos da adoção.
Aqui estamos nós outra vez. Desta feita para apresentar, ou melhor, reapresentar o logo de nosso encontro. Reapresentar porque já é conhecido pelo menos por alguns de vocês. Optamos por repetir o logo do XIV ENAPA que sediamos na capital de nosso Estado de São Paulo, pois então, como agora, acreditamos que se São Paulo ainda não é uma Terra adotiva tal como gostaríamos que fosse, ela o é em sua essência e só depende de nosso empenho para realmente tornar-se uma das mais adotivas terras deste enorme Brasil.
Estamos novamente nos propondo a garantir um espaço aos GAAs para que não apenas exponham suas experiências e boas práticas, mas também suas dificuldades em realizá-las.
Precisamos que o reconhecimento que nos é dado no “ Plano Nacional de Promoção, Proteção e
Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, divulgado pelo CONANDA se generalize e que possamos de fato ser vistos como protagonistas na luta efetiva e prática pelos direitos das crianças e adolescentes.
Temos uma grande responsabilidade e só demonstrando o que fazemos na prática, nos capacitando mutuamente, nos aprofundando no conhecimento de nosso afazer é que teremos cada vez mais o apoio necessário dos demais protagonistas da rede, bem como dos atores governamentais de quem depende nosso crescimento e estabilidade.
Estamos novamente nos propondo a garantir um espaço aos GAAs para que não apenas exponham suas experiências e boas práticas, mas também suas dificuldades em realizá-las.
Precisamos que o reconhecimento que nos é dado no “ Plano Nacional de Promoção, Proteção e
Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, divulgado pelo CONANDA se generalize e que possamos de fato ser vistos como protagonistas na luta efetiva e prática pelos direitos das crianças e adolescentes.
Temos uma grande responsabilidade e só demonstrando o que fazemos na prática, nos capacitando mutuamente, nos aprofundando no conhecimento de nosso afazer é que teremos cada vez mais o apoio necessário dos demais protagonistas da rede, bem como dos atores governamentais de quem depende nosso crescimento e estabilidade.
terça-feira, 14 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Fórum realiza curso preparatório para adoção; 15 casais já se inscreveram
Para se inscrever, o interessado deve procurar até o dia 06 de junho o setor técnico do judiciário ou ligar no telefone 3361 7911
Pessoas que tem interesse em adotar uma criança estão sendo convidadas para participarem do Curso Preparatório para Pretendentes à Adoção, que acontece na próxima sexta-feira (10). Segundo a assistente social do setor técnico do judiciário, Marina da Motta Bordin, esse curso é o primeiro passo para quem já pensou em adotar alguém.
"O pretendente, a pessoa que um dia se imagina adotando, se cadastrando pra adotar alguém, ela precisa primeiramente participar deste curso", explica a assistente social.
Após o curso, o candidato recebe um certificado que deverá ser exigido durante a efetivação do cadastro para adoção. O curso deverá ser realizado pelo menos duas vezes ao ano na Comarca de Paraguaçu Paulista.
"O objetivo é que nesse curso, o interessado tenha realmente a certeza e tire dúvida de como é o procedimento de adoção, então ele vai receber orientações na área jurídica, psicológica e social", ressalta.
Para se inscrever, o interessado deve procurar até segunda-feira (06) o setor técnico do judiciário ou ligar no telefone 3361 7911, falar com Marina, assistente social.
Marina da Motta Bordin esclareceu ainda que, a nova lei permite que pessoas solteiras ou até mesmo homossexuais façam parte do cadastro de adoção nacional.
"O pretendente, a pessoa que um dia se imagina adotando, se cadastrando pra adotar alguém, ela precisa primeiramente participar deste curso", explica a assistente social.
Após o curso, o candidato recebe um certificado que deverá ser exigido durante a efetivação do cadastro para adoção. O curso deverá ser realizado pelo menos duas vezes ao ano na Comarca de Paraguaçu Paulista.
"O objetivo é que nesse curso, o interessado tenha realmente a certeza e tire dúvida de como é o procedimento de adoção, então ele vai receber orientações na área jurídica, psicológica e social", ressalta.
Para se inscrever, o interessado deve procurar até segunda-feira (06) o setor técnico do judiciário ou ligar no telefone 3361 7911, falar com Marina, assistente social.
Marina da Motta Bordin esclareceu ainda que, a nova lei permite que pessoas solteiras ou até mesmo homossexuais façam parte do cadastro de adoção nacional.
Redação Paraguacity
http://www.paraguacity.com
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