terça-feira, 8 de novembro de 2011
ACESSO LIBERADO!
Não
seja um soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da
repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a
dos outros.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
II JORNADA DE ADOÇÃO!!!!!!!!! DIA 08 DE NOVEMBRO DE 2011 NA UNESP-ASSIS
O Cine-Debates sobre Adoção realizado hoje (20 de setembro de
2011) foi muito enriquecedor para todos que participaram. Por isso, convidamos a todos a participarem de mais um evento de grande importância, para melhor compreendermos esse mundo da adoção. Esperamos todos vocês!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (GAASP)
CANÇÃO DO EXÍLIO DA INFÂNCIA
Minha terra tem crianças
com histórias pra contar.
As crianças daqui se dividem
Entre os de cá e os de lá...
Nossas ruas têm mais meninos
carentes e maltratados.
Mas onde encontrar
o céu estrelado
da canção do passado?
Nuvens de fumaça embaçam
o anil do Brasil,
nas esquinas, nas praças,
o exílio de um olhar infantil...
Falta a luz do olhar materno
a brilhar na infância terna
pois criança na minha terra
é menor abandonado,
em vez do brinquedo sonhado
tem o canivete empinado
cortando a história do era uma vez,
borrando de vermelho o verde-amarelo,
o azul estrelado do lar paterno...
Os meninos da rua de cá
têm como prazeres e primores
a fome, o abandono e as dores,
enrolada em cobertores,
a substituir as flores e os amores!
E, assim, o Brasil dos sem teto
conta a história da criança sem vez,
descolorindo a bandeira da infância,
a casa da dinda, o era uma vez...
E do Brasil dos de lá
que história tem prá contar?
No lar dos privilegiados
tem muito cimento armado,
tem até espaço reservado
pra criança brincar
de correr a infância,
pra criança cansar
a esperança do Ser criança...
Neste espaço gradeado
tem jardim suspenso decorado
com plantas, flores cercadas
e placa plantada pintada
ostentando o comunicado:
'É proibido pisar!'
Tem brinquedo montado
pra criança rodar...
E, assim, rodando
a rotina da criança
na retina, na lembrança,
o tempo passa acelerado
sem dar tempo pra criança
construir a sua infância...
Mas será que a minha terra
ainda tem criança
vivendo a liberdade da infância?
Mas onde encontrar
a bonequinha de pano,
o cavalinho de pau
a galopar na imaginação
da criança criativa no quintal?
Estão bem amarrados
no fio do era uma vez,
contando a história
de um tempo que fez
da inventividade da criança
o motor natural
na construção da infância.
E os brinquedos sonhados
do Brasil dos de lá
ainda dão prazeres e amores
à infância televisionada
dos baixinhos consumidores?
O progresso chegou,
um novo tempo inaugurou...
Agora, é a infância da imagem,
não mais da imaginação,
é só ligar o fio da televisão
cortando o fio da invenção.
E...plim...plim...
A criança sentada
assiste parada
ao espetáculo de sua anulação.
Pois criança na minha terra
ao invés da liberdade no coração
é marcada com um X, sem opção,
repete empre a mesma canção,
repete getos, marcações,
consome, não constrói nada,
é driblada, manipulada,
por aqueles que investem na infância
sem pensar no Ser criança.
Do livro 'Paisagens da Infância', Fátima Miguez, Editora Zeus, Rio de Janeiro/2003, págs 6,7 e 8.
com histórias pra contar.
As crianças daqui se dividem
Entre os de cá e os de lá...
Nossas ruas têm mais meninos
carentes e maltratados.
Mas onde encontrar
o céu estrelado
da canção do passado?
Nuvens de fumaça embaçam
o anil do Brasil,
nas esquinas, nas praças,
o exílio de um olhar infantil...
Falta a luz do olhar materno
a brilhar na infância terna
pois criança na minha terra
é menor abandonado,
em vez do brinquedo sonhado
tem o canivete empinado
cortando a história do era uma vez,
borrando de vermelho o verde-amarelo,
o azul estrelado do lar paterno...
Os meninos da rua de cá
têm como prazeres e primores
a fome, o abandono e as dores,
enrolada em cobertores,
a substituir as flores e os amores!
E, assim, o Brasil dos sem teto
conta a história da criança sem vez,
descolorindo a bandeira da infância,
a casa da dinda, o era uma vez...
E do Brasil dos de lá
que história tem prá contar?
No lar dos privilegiados
tem muito cimento armado,
tem até espaço reservado
pra criança brincar
de correr a infância,
pra criança cansar
a esperança do Ser criança...
Neste espaço gradeado
tem jardim suspenso decorado
com plantas, flores cercadas
e placa plantada pintada
ostentando o comunicado:
'É proibido pisar!'
Tem brinquedo montado
pra criança rodar...
E, assim, rodando
a rotina da criança
na retina, na lembrança,
o tempo passa acelerado
sem dar tempo pra criança
construir a sua infância...
Mas será que a minha terra
ainda tem criança
vivendo a liberdade da infância?
Mas onde encontrar
a bonequinha de pano,
o cavalinho de pau
a galopar na imaginação
da criança criativa no quintal?
Estão bem amarrados
no fio do era uma vez,
contando a história
de um tempo que fez
da inventividade da criança
o motor natural
na construção da infância.
E os brinquedos sonhados
do Brasil dos de lá
ainda dão prazeres e amores
à infância televisionada
dos baixinhos consumidores?
O progresso chegou,
um novo tempo inaugurou...
Agora, é a infância da imagem,
não mais da imaginação,
é só ligar o fio da televisão
cortando o fio da invenção.
E...plim...plim...
A criança sentada
assiste parada
ao espetáculo de sua anulação.
Pois criança na minha terra
ao invés da liberdade no coração
é marcada com um X, sem opção,
repete empre a mesma canção,
repete getos, marcações,
consome, não constrói nada,
é driblada, manipulada,
por aqueles que investem na infância
sem pensar no Ser criança.
Do livro 'Paisagens da Infância', Fátima Miguez, Editora Zeus, Rio de Janeiro/2003, págs 6,7 e 8.
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (GAASP)
DUAS MÃES PARA UMA VIDA
Era uma vez duas mulheres que nunca se encontraram.
De uma não te lembras; a outra é aquela que tu chamas Mãe.
Duas vidas diferentes na procura de realizar uma só: a tua.
Uma foi a tua boa estrela, a outra o teu sol.
A primeira te deu a vida, a outra te ensinou a viver.
A primeira criou em ti a necessidade do Amor, a segunda te deu esse Amor.
Uma te deu as raízes, a outra te ofereceu teu nome.
A primeira te transmitiu teus dons, a segunda te deu uma razão para viver.
Uma fez nascer em ti a emoção, a outra acalmou tuas angústias.
A primeira recebeu teu primeiro sorriso, a outra secou as tuas lágrimas.
Uma te ofereceu em adoção, era tudo o que ela podia fazer por ti.
A outra rezou para ter uma criança e Deus a encaminhou em tua direção.
E agora, quando chorando, tu me colocas a eterna questão:
herança natural ou educação?
de quem eu sou fruto?
Nem de um nem de outro, minha criança... Simplesmente, de duas formas diferentes de Amor.
Autor Desconhecido
De uma não te lembras; a outra é aquela que tu chamas Mãe.
Duas vidas diferentes na procura de realizar uma só: a tua.
Uma foi a tua boa estrela, a outra o teu sol.
A primeira te deu a vida, a outra te ensinou a viver.
A primeira criou em ti a necessidade do Amor, a segunda te deu esse Amor.
Uma te deu as raízes, a outra te ofereceu teu nome.
A primeira te transmitiu teus dons, a segunda te deu uma razão para viver.
Uma fez nascer em ti a emoção, a outra acalmou tuas angústias.
A primeira recebeu teu primeiro sorriso, a outra secou as tuas lágrimas.
Uma te ofereceu em adoção, era tudo o que ela podia fazer por ti.
A outra rezou para ter uma criança e Deus a encaminhou em tua direção.
E agora, quando chorando, tu me colocas a eterna questão:
herança natural ou educação?
de quem eu sou fruto?
Nem de um nem de outro, minha criança... Simplesmente, de duas formas diferentes de Amor.
Autor Desconhecido
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (GAASP)
OLHA FILHA...
Olha filha,
Eu sei que não foi em mim
Que plantaram tuas raízes, eu sei...
Eu sei que não foi em mim
Que plantaram tuas raízes, eu sei...
Eu não acredito em cegonhas,
Mas também não acredito em acasos,
Porque eu te quis e te esperei...
Mas também não acredito em acasos,
Porque eu te quis e te esperei...
Eu acredito é em encontros.
Eu acredito é num fugaz momento,
Quando nossos olhos se encontraram,
E você renasceu.
Eu acredito é num fugaz momento,
Quando nossos olhos se encontraram,
E você renasceu.
E se não fui o solo onde germinastes,
Sou o chão onde crescerás.
Sou o chão onde crescerás.
E um dia filha, quando partires...
Alçares vôo pela tua estrada...
Talvez então tu tenhas certeza,
Desse lugar onde, nas tempestades,
Tu poderás sempre pousar,
Abastecer e tornar a voar.
Alçares vôo pela tua estrada...
Talvez então tu tenhas certeza,
Desse lugar onde, nas tempestades,
Tu poderás sempre pousar,
Abastecer e tornar a voar.
Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (GAASP)
O DIREITO DAS CRIANÇAS
Toda criança do mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.
Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar,
Ter saúde e não ter fome,
Ter segurança e estudar.
Não é questão de querer,
Nem questão de concordar.
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.
Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.
Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...
Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.
Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.
Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!
Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!
Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.
Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...
Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cachorro-quente.
Festejar o Aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.
Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...
Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.
Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.
Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.
Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.
E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.
Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!
E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.
Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar...
Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.
Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar,
Ter saúde e não ter fome,
Ter segurança e estudar.
Não é questão de querer,
Nem questão de concordar.
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.
Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.
Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...
Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.
Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.
Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!
Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!
Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.
Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...
Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cachorro-quente.
Festejar o Aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.
Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...
Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.
Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.
Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.
Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.
E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.
Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!
E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.
Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar...
Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!
Ruth Rocha
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